quinta-feira, agosto 24, 2017

Teste de resistência...

Imagem: Oli Scarff/AFP/Getty Images

Juca Kfouri versus a turma do merchandising..

Imagem: Autor Desconhecido


“Jornalista que faz merchandising trai a profissão. Querer ficar milionário no Brasil fazendo jornalismo é errar de profissão.”

Juca Kfouri

Nem viu quem o "atropelou"...

Imagem: Peter Nicholls/Reuters

Os Campeonatos Estaduais estão em risco...

Imagem: Rodrigo Buendia/AFP


Os estaduais estão correndo risco...

Seus inimigos são a Copa do Brasil e a Copa Libertadores da América.

A opção dos clubes de relegar o Campeonato Brasileiro e investir na Copa do Brasil e Libertadores da América começa a preocupar a CBF e a Rede Globo de Televisão...

Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, a preocupação da Globo é que a longo prazo o novo calendário com Libertadores e Copa do Brasil o ano inteiro deixe o Brasileiro em segundo plano para alguns clubes.

Assim, a principal competição do país e maior produto da emissora poderiam perder em interesse no futuro...

A solução, mais cedo ou mais tarde, forçosamente passará pelos estaduais.

Alegria, alegria...

Imagem: Diário AS

Al-Khelaifi, o homem que "driblou" o Barcelona...

Arte: Constanzo


Nasser Al-Khelaifi, o magnata catari que fisgou Neymar

Ex-tenista, o homem de confiança do emir do Catar desembarcou em Paris há meia década para assumir o comando do Paris Saint-Germain e revolucionou o mercado do futebol

Silvia Ayuso para o El País

Embora garanta que seu negócio é o esporte, e não a política, Nasser Al-Khelaifi (Catar, 1973) parece à vontade entre os poderosos.

Roubou o protagonismo de Emmanuel Macron quando, no começo de agosto, a poucas horas de confirmar a transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain (PSG), que ele dirige, encontrou o presidente num evento e as câmeras começaram a seguir o empresário árabe, em vez do mandatário da França.

Outro antigo inquilino do Palácio do Eliseu, Nicolas Sarkozy, é presença assídua na tribuna de honra de Al-Khelaifi, a quem o ex-presidente convidou para a festa do seu 60º aniversário.

Sua boa relação com as altas esferas se estende à Argentina, onde o presidente Mauricio Macri lhe agradeceu publicamente por sua ajuda na resolução do caso de uma família argentina retida no aeroporto de Doha por causa do embargo imposto ao Catar por seus vizinhos.

Uma mediação que Al-Khelaifi realizou graças ao seu mentor, o emir Tamim Ben Hamad Al-Thani, seu amigo íntimo desde a infância, quando ambos se conheceram treinando nas quadras do clube de tênis de Doha.

Nada mal para o filho de uma família de classe média – ao menos para os padrões de um país como o Catar – que durante muitas gerações se dedicou à pesca de pérolas.

Aos 43 anos, Al-Khelaifi se tornou uma figura-chave na estratégia de relações públicas do pequeno emirado, que agora adquire uma especial relevância devido ao boicote da Arábia Saudita e outros países árabes do golfo Pérsico, que acusam o Catar de apoiar o terrorismo na região.

Al-Khelaifi foi tenista profissional entre 1992 e 2003.

Não chegou a se destacar muito: sua melhor posição no ranking da ATP foi o 995º lugar, numa carreira que acumulou 28 vitórias, 73 derrotas e 20.000 euros em premiações, uma quantia irrisória ao lado da fortuna que acaba de ser gasta para levar Neymar para o PSG: um recorde de 222 milhões de euros (821 milhões de reais).

Mas a raquete lhe abriu muitas portas, tanto nos negócios esportivos como no mundo dos interesses políticos, onde se move como um peixe dentro d’água, sempre, segundo quem o conhece, sob as ordens do emir do Catar.

“Tudo isto não teria sido possível para mim sem o tênis”, dizia ele ao EL PAÍS numa entrevista há quatro anos.

Segundo a revista francesa SoFoot, quem jogou ao seu lado na época – o catariano treinava frequentemente na França, daí sua paixão pelo PSG – recorda seu caráter reservado e amável, trabalhador e persistente.

“Realmente não gostava de perder”, destacava Bruno Raffaitin, presidente do clube de tênis de Nice onde Al-Khelaifi treinava.

São características que sem dúvida o ajudaram a ascender no mundo dos negócios.

Seu currículo profissional constitui um verdadeiro mapa da ofensiva estratégica do Catar no rentável mundo do esporte profissional, campo no qual o pequeno emirado busca reforçar uma imagem internacional ambiciosa, impulsionada pelos dólares resultantes das suas enormes reservas de hidrocarbonetos, em especial o gás.

O homem de confiança do emir do Catar desembarcou em Paris há meia década para assumir o comando do PSG.

O clube parisiense foi adquirido em 2011 pelo fundo soberano Qatar Sports Investment (QSI), presidido por Al-Khelaifi.

A firma de investimentos também administrou os contratos que transformaram a empresa aérea Qatar Airways em patrocinadora principal do Barcelona – exatamente o logotipo que Neymar envergava na camisa até pouco tempo atrás (a partir desta temporada, o patrocinador principal é a loja japonesa online Rakuten). A relação do clube catalão com a empresa do Golfo foi polêmica.

O clube negou, em junho, denúncias jornalísticas sobre supostas irregularidades econômicas e desvios de recursos em relação a esses contratos, em benefício do clube e do seu ex-presidente Sandro Rosell, em prisão preventiva sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

O ex-tenista também dirige o grupo BeIn Media Group, que desde 2013 controla as emissoras esportivas da rede catariana Al Jazeera, onde Al-Khelaifi deu seus primeiros passos no mundo dos negócios, em 2003.

No ano passado, a BeIn Media, proprietária de uma rede de canais esportivos e de cinema em cerca de 30 países do Oriente Médio, norte da África, Europa – incluindo Espanha e França – e Estados Unidos, assumiu também o controle do prestigioso estúdio de cinema e TV Miramax, ganhador de 68 Oscars.

Na extensa lista de títulos de Al-Khelaifi consta também a de presidente da Federação de Tênis do Catar e vice-presidente da Federação Asiática de Tênis para a Ásia Ocidental, assim como o de membro do comitê organizador da Copa do Mundo do Catar, em 2022.

E, embora garanta deixar a política para os outros, o fato é que desde 2013 é também ministro sem pasta de seu país, onde sua esposa e filhos continuam vivendo enquanto ele viaja constantemente por todo o mundo, esbarrando em poderosos e estrelas como o ator Leonardo DiCaprio e o tenista espanhol Rafael Nadal, seu amigo.

No começo do ano, a revista Gulf Business apontou Al-Khelaifi como o terceiro entre os cinco empresários mais poderosos do Catar, só atrás dos presidentes da Qatar Petroleum e da Qatar Airways. Na lista global de árabes mais influentes feita por essa publicação, Al-Khelaifi aparecia em 17º lugar.

A revista Challenges o chama de “segundo embaixador” do Catar na França.

É possível que seus discretos poderes em breve sejam colocados à prova.

No começo de junho, em plena crise do Catar com seus vizinhos do Golfo, o então ministro da Justiça francês, François Bayrou, propunha uma revisão das “vantagens fiscais incríveis” que o Governo de Sarkozy havia concedido ao emirado em 2008.

Elas permitem que cidadãos e empresas do Catar se beneficiem de fortes isenções fiscais na França.

Bayrou pediu demissão pouco depois, mas o próprio presidente Macron havia declarado durante a campanha que gostaria de “acabar com os acordos que favorecem o Catar na França”.

Não vai ser fácil para Al-Khelaifi amansar Macron.

O novo presidente francês é torcedor fanático do Olympique de Marselha, único clube do país a vencer a Champions League, o maior objetivo (esportivo) da investida catariana no PSG.

quarta-feira, agosto 23, 2017

A eliminação do América complicou o dia a dia, de quem vive do esporte...

Arte: Fernando Amaral


O vazio que a desclassificação do América deixou nas editorias de esporte é gigantesco...

A turma está tendo que se virar para preencher os espaços nas resenhas radiofônicas, nos programas de televisão, nas páginas dos jornais e nas postagens em blogs e sites.

A coisa está feia...

E a tendência é piorar.

Se o Globo não conseguir superar a boa vantagem que a Juazeirense construiu na partida de ida, o vazio aumenta ainda mais neste fim de semana...

Caso a equipe de Ceará-Mirim chegue as finais, teremos ainda dois fins de semana para tornar o cotidiano esportivo menos monótono.

Portanto, ou o ABC consegue uma arrancada digna dos foguetes da NASA ou a não sei como se vai fazer...

Vai ser difícil chegar a novembro, arrumando a cada rodada argumentos para explicar o que ninguém mais está interessado em saber.

Compartilhando felicidade...

Imagem: Diário AS

O Internacional amarga prejuízo na Série B...

Imagem: Marcelo Montenegro


A Série B para as grandes equipes, não necessariamente traz bons resultados financeiros...

O Internacional é um exemplo.

A equipe gaúcha lidera a média de público e o total de arrecadação da competição...

Mas tal posição não significa lucratividade.

O site “Sr.Goool” fez um levantamento que mostra a perda de dois mil pagantes em seus jogos e uma perda de pelo menos, R$ 2,5 milhões...

A média dos gaúchos é de 20.537 pagantes, a maior da Série B e a quinta melhor entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro.

Chicharito (ao fundo) deve estar com saudades do Bayer Leverkunsen...

Imagem: Diário AS

O Bayern de Munique volta a investir nas bases...

Imagem: FC Bayern München


Bayern apresenta seu maior reforço:

O novo CT da base, a um custo de €70 milhões

Por: Leandro Stein, para o site Trivela

Durante os últimos meses, os dirigentes do Bayern de Munique vêm declarando constantemente o intuito de adotar uma nova política de contratações.

Ao invés de saírem ao mercado, os bávaros se concentrarão mais na formação de talentos.

E um passo fundamental neste sentido foi dado nesta segunda.

O clube inaugurou a nova sede de suas categorias de base.

O “Bayern Campus” está localizado em uma área de 30 hectares e custou €70 milhões.

Através dele, a diretoria espera desenvolver mais jogadores ao seu time principal.

“Nós vimos a chance de gerar muito sucesso com esta academia. O Bayern Campus será outro ponto crucial para o futuro do clube, outra de nossas marcas registradas. O Bayern espera preparar seus talentos de um jeito cada vez melhor. As novas instalações também providenciarão uma resposta à atual loucura no mercado de transferências e à explosão de salários”, declarou o presidente do Bayern, Uli Hoeness.

Já o prefeito de Munique, Dieter Reiter, brincou com os investimentos: “Não custou nem meio Neymar”.

A estrutura do Bayern Campus inclui um mini-estádio com capacidade para 2,5 mil espectadores; sete outros campos em tamanho oficial, seis deles com grama natural e outro com grama sintética; 35 dormitórios para os jogadores da base; refeitório e cafeterias; academias; área de reabilitação; quadras poliesportivas para a prática de outras modalidades, como basquete e handebol; entre outras instalações.

O novo centro de treinamentos funciona desde o primeiro dia de agosto, embora a cerimônia inaugural só tenha acontecido nesta semana.

Anteriormente, as equipes do sub-9 ao sub-19 precisavam dividir a estrutura de Säbener Strasse, três vezes menor, com o elenco profissional e também o segundo quadro dos bávaros.

O antigo alojamento da base no CT principal já começou a ser demolido e, no espaço, será construído um edifício de escritórios.

Além disso, as equipes femininas também se realocarão ao novo campus.

Nos últimos anos, o Bayern aproveitou pouco as suas categorias de base.

Os únicos jogadores no elenco atual que saíram dos juniores são Thomas Müller e David Alaba, ambos entre os profissionais há pelo menos sete anos – além de Hummels, que completou sua transição apenas no Borussia Dortmund.

A expectativa dos bávaros é reverter este quadro, inclusive gastando menos para comprar jogadores revelados por outros clubes alemães.

Ainda que seja bem mais contido no mercado de transferências do que outros gigantes continentais, o Bayern gastou €499,8 milhões em 64 contratações nas últimas cinco temporadas – 35% a mais do que qualquer outro clube alemão.

Um cenário que o discurso otimista de seus dirigentes espera mudar.

terça-feira, agosto 22, 2017

The New White Hart Lane...

Imagem: Andrew Couldridge/Action Images

A situação é tensa no ABC...

Imagem: Autor Desconhecido


Ontem o dia foi turbulento lá para as bandas do Complexo Sócio Esportivo Vicente Farache...

Teve um pouco de tudo.

Treinador demitido, jogador dispensado, presidente ameaçado e até conversas sobre antecipação das eleições presidenciais...

Trocando em miúdos: o caldo entornou.

Márcio Fernandes não resistiu a derrota diante do Internacional...

Na verdade, caiu em virtude da péssima campanha do time sob seu comando.

Márcio venceu o Brasil de Pelotas na sua estreia e depois, empatou como o Oeste e perdeu para o Ceará, Paraná e Internacional...

O treinador deixa o ABC com aproveitamento de apenas 26,6%.

A má fase do ABC fez mais vítimas, além do treinador...

O meio-campista, Zotti e o atacante, Nando, foram dispensados.

Zotti foi indicado por Geninho e Nando fazia parte do grupo de participou da temporada passada...

Comenta-se que mais gente deve deixar o clube.

Porém, o fato mais grave aconteceu com o presidente Judas Tadeu, que informou ter sido ameaçado por telefone, na noite de sábado, logo após a derrota para o Internacional.

Segundo Judas alguém ligou dizendo as seguintes palavras: 

“Judas Tadeu, a partir de agora você e sua diretoria tratem de andar escoltados”...

O presidente procurou a Polícia Civil registrou um Boletim de Ocorrência.

Aborrecido e decepcionado, Judas Tadeu, declarou num programa de rádio que que se for para o bem do clube, não vê problema em deixar a presidência do clube...

Judas também comentou sobre a possibilidade de antecipar a eleição e, por consequência, reduzir no mandato do presidente.

Difícil fazer uma análise sólida sem ter um conhecimento mais profundo da situação internada do alvinegro, porém, uma coisa é certa...

A corda já não dá mais para ser esticada, está a ponto de romper.

A zaga vira as costas e o goleiro que se vire...

Imagem: Philip Oldham/BPI/REX/Shutterstock

Bulls Potiguares atropelam o Tropa Campina e voltam a briga pelo acesso aos playoffs...

Imagem: Autor Desconhecido


Avassalador!

Bulls Potiguares atropela o Tropa Campina, na Arena das Dunas.

Por Eliabe Marques (foto) - é operador de áudio, editor de vídeo, repórter e comentarista no programa Universidade do Esporte da 88,9 FM-Universitária

Era mais um final de semana diferente na Arena das Dunas, a bola redonda que costuma rolar pelo gramado do estádio foi substituída pela oval, os ataques e contra-ataques do futebol com a redonda deram espaço para as descidas e defesas do futebol americano.

Entrando em campo pressionado após duas derrotas seguidas, o Bulls Potiguares precisava da vitória, neste domingo, para voltar a briga pelo acesso aos playoffs e foi o que aconteceu.

Com uma boa presença do público nas arquibancadas da Arena, o time da casa fez valer o mando de campo e atropelou a equipe visitante, foram quatro quartos dominados pela equipe potiguar, o placar retrata bem a superioridade, 49x6 para o Bulls.

Com bons lançamentos e corridas, o quarterback norte-americano do Bulls, Omar Kharroub, foi o destaque do jogo e um dos responsáveis pelo triunfo da equipe, participando de 5 dos 7 touchdowns do time (fez 2 correndo e lançou para mais 3).

A defesa, também apareceu bem...

Anulou o jogo do Tropa Campina, impedindo todas as tentativas de descida e lançamento dos paraibanos.

Outro destaque foi o wide receiver, Felipe Erick, autor de dois touchdowns e de várias jogadas rápidas em busca da endzone do Tropa.

Com o resultado, o Bulls pula da lanterna do grupo Norte para o segundo lugar e diminui o seu saldo, de -45 para -2, voltando a disputar uma vaga nos playoffs da Brasil Futebol Americano, Primeira Divisão da modalidade no país.

O próximo confronto dos touros será contra o UFERSA Petroleiros, no dia 2 de setembro, em Mossoró/RN.



Imagem: Autor Desconhecido

Wayne Rooney e Ronald Koeman...

Imagem: Tony McArdle/Everton FC via Getty Images 

Marco Asensio: "o nascimento de um craque"...

O “nascimento de um craque”

Por Gabriel Leme

Gostaria de falar um pouco sobre um jovem que, em minha opinião, tem um potencial absurdo nos pés.

Marco Asensio.

O extremo esquerdo do Real Madrid tem apenas 21 anos e acumula boas exibições com a pesada camisa branca de Madrid.

O garoto tem a habilidade de conduzir e finalizar uma jogada com paciência e sutileza.

Além de pegar bem na bola em chutes cruzados ou secos, na direção do goleiro.

Em números, o espanhol que, além de já ter feito boas partidas na La Liga passada, na qual o elenco de Zidane sagrou-se campeão, arrasou o rival, Barcelona, nos dois jogos da Supercopa da Espanha.

5 a 1 no agregado e um gol em cada jogo para o camisa 20.

O jogador, costuma atuar pela meia/ponta esquerda, fazendo as vezes de jogador de meio-campo e atacante...

Algo muito semelhante com o que é feito por Gareth Bale.

As contratações pífias do Barcelona só reforçam o fato da falta organização à longo prazo dos catalães.

Com o mercado inflacionado, o Real pagou uma bagatela por Asensio.

Foram 3,5 milhões de euros por uma promessa que ninguém sabia se daria certo.

Zidane sabia.

O garoto superou a morte da mãe, a qual sempre se refere com carinho e lágrimas no rosto.

O valor de mercado do espanhol está em 30 milhões de euros.

Praticamente 10 vezes mais em apenas 2 anos.

Asensio foi contratado junto ao Mallorca em 2015...

Porém o Real o mante por empréstimo na equipe que o revelou.

Somente um ano depois foi definitivamente integrado ao elenco merengue.

Na final da Liga dos Campeões, Asensio marcou um gol na vitória do Real Madrid por 4 a 1 sobre a Juventus da Itália.

Convocado para a Euro Sub21, juntamente com Saúl, levou a seleção da Espanha à final da competição, perdendo o título para a Alemanha.

Por enquanto, é reserva, mas é provável que em pouco tempo esteja figurando entre os titulares...

Futebol não lhe falta.

Vou até mais longe, em breve, não me surpreenderei se o ver brigando pela Bola de Ouro com Neymar e outros grandes craques.

Asensio já não é mais uma promessa...

É uma realidade.

Habilidoso, joga com simplicidade e objetividade.


Imagem: Goal.com

segunda-feira, agosto 21, 2017

Nicolai Müller do Hamburgo foi comemorar o gol e torceu o joelho...

Imagem: Sportbild/Witters

Em outubro tem eleição no América... Alguém se habilita?

Arte: Autor Desconhecido


Não será tão simples encontrar um presidente para o América como querem fazer parecer que será...

No momento voam os balões de ensaio.

Não haverá candidatos...

Haverá candidato.

Empurrar, chutar, derrubar...

Imagem: Autor Desconhecido

Má gestão nos clubes brasileiros afugenta investidores...

Arte: Autor Desconhecido


Má gestão e falta de credibilidade fazem patrocinadores 'fugirem' dos clubes

Dos quase R$ 130 bilhões investidos pelo setor publicitário no país em 2016, apenas 0,4% foram aplicados diretamente em times de futebol

Dos quase R$ 130 bilhões investidos pelo setor publicitário no País em 2016, apenas 0,4% (ou R$ 550 milhões) foram aplicados diretamente em times de futebol, sem contar os aportes em televisão e nos torneios.

Isso significa que os clubes não conseguem obter parcela significativa do fabuloso mercado da publicidade na indústria esportiva.

Os dados integram levantamento exclusivo realizado pelo Itaú BBA (sistema de análise de crédito).

A fatia abocanhada pelos clubes brasileiros chama atenção quando são levados em conta os números dos times de outras grandes ligas mundiais.

Na França, 2,7% de todo o dinheiro investido pelo setor publicitário em 2016 estava nas agremiações.

Na Inglaterra e Alemanha, esta taxa foi de aproximadamente 5%.

Os contratos de publicidade dos clubes italianos representam quase 8% de tudo que foi movimentado pelo setor.

Na Espanha, a proporção chega a surpreendentes 16,6%.

"Os clubes no Brasil exploram mal as suas marcas. Os departamentos de marketing ainda são vistos como amadores e estabelecem nível baixo de contato de suas marcas com o mercado", avaliou César Grafietti, superintendente de crédito.

Para o especialista do Itaú BBA, as empresas ainda não enxergam nos times brasileiros a possibilidade de bom retorno para suas marcas e isso poderia ser resolvido por iniciativa das gestões.

"Não é por falta de mercado. A publicidade investiu R$ 130 bilhões no ano passado. Os clubes precisam entender o torcedor e seu relacionamento com o futebol e com eventuais marcas patrocinadores, buscar marcas próximas do seu perfil".

Um caso elucidativo da defasagem de patrocínio nos clubes do país é o que ocorre com o Corinthians.

Badalado e em ótima fase na temporada, o time não tem patrocínio master desde o fim do contrato com a Caixa, em abril.

O espaço central de sua camisa já foi utilizado, recentemente, para promover seu próprio programa de sócio-torcedor e até para apoiar a campanha Criança Esperança, em uma parceria pontual com a Rede Globo.

O Corinthians chegou a firmar parceria com a Octagon, empresa que tem o ex-atacante Ronaldo Fenômeno como sócio, com o objetivo de encontrar parceiros.

Para o diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto, a situação tem a ver com certo "orgulho" do clube.

"O Corinthians não aceitou o que os outros aceitaram. Se autointitulou na ponta e não negocia por menos. Prefiro jogar com a camisa limpinha assim", avaliou o dirigente.

Flávio Adauto afirma que o clube deve solucionar o problema em breve.

"O Corinthians não morreu. As coisas vão mudar. Foi por orgulho, mas o corintiano tem direito de ser orgulhoso em alguns casos, não passando por cima dos outros, mas sabendo o seu valor no mercado", disse.

"Não basta estar forte somente dentro de campo", avaliou César Grafietti.

"As marcas querem transferência de lealdade, que é quando o torcedor, satisfeito com sua equipe, consome um produto por ele estar vinculado ao time. Na Europa, isso acontece com frequência. Nos países europeus, a relação entre o time e o patrocinador é positiva".

César Grafietti também critica a falta de profissionalismo das gestões dos clubes, que, segundo ele, acaba afastando os investidores.

"As gestões são indiretamente responsáveis por afastar os patrocinadores, à medida que são pouco profissionais. Com isso, o desempenho em campo fica abaixo do esperado. Aí ocorrem vendas de jogadores, os elencos se fragilizam, e isso transforma o time num produto de má qualidade. Os patrocinadores não querem se vincular a esses produtos".

Fonte: Época Negócios/Estadão Conteúdo


Que vergonha...

Imagem: Diário AS

O pênalti que foi e acabou sendo...

Arte: Autor Desconhecido


Insistências que nada acrescentam e que só servem para alimentar polêmicas vazias...

O pênalti marcado sobre Potker pelo árbitro Felipe Gomes da Silva não existiu.

Foi fora da área, foi falta...

Mas, e daí?

O ABC perdeu por 3 a 0...

A não marcação do pênalti mudaria o resultado da partida?

Sim...

O Internacional venceria por 2 a 0, o ABC cairia para a última posição na tabela e tudo continuaria do jeito que está.

O erro do árbitro, no máximo, acrescentou mais um gol ao saldo negativo do alvinegro...

Só isso.

domingo, agosto 20, 2017

O ABC despenca em direção a Série C...



Aconteceu o que tinha que acontecer... 

Mesmo em casa, o ABC não foi páreo para o Internacional de Porto Alegre e acabou goleado. 

Os 3 a 0 não foram fruto de uma partida excepcional dos gaúchos, mas sim, da ordem natural coisas... 

O alvinegro natalense, hoje, assusta pouquíssimos adversários. 

Foi o que aconteceu ontem, no Maria Lamas Farache... 

O único momento de perigo que passou o Internacional foi aos 3 minutos de jogo, quanto Tatá, subiu de cabeça e quase conseguiu tocar a bola em direção ao gol de Danilo. 

Depois disso... 

Mais nada. 

Restou ao Internacional decidir como e quando vencer o jogo... 

Na condição de figurante, o ABC assistiu à vitória dos gaúchos por 3 a 0, sem esboçar qualquer reação. 

Agora, com 97.2 % de risco de despencar para a terceira divisão, segundo o site “Chance de Gol”, o alvinegro embarca para Goiânia para enfrentar o terceiro colocado, o Vila Nova... 

Queria ser otimista, mas não consigo encontrar argumentos convincentes para acreditar numa vitória do ABC em Goiás. 

Com apenas 16 pontos, em 21 partidas, o ABC está praticamente condenado ao rebaixamento... 

Se perder para o Vila Nova, fica balançando agarrado a fiapos de esperança.


Imagem: Marcelo Montenegro

Podemos fazer mais...

Imagem: Diário AS

Um amor maior que a morte...

Heróis do esporte e o sonho do goleiro Jeanzinho

Por Lígia Carvalho

Neste sábado, dia 19, eu conheci uma história de amor.

Não esses amores românticos, que vemos nos livros e nas novelas, mas o amor de um pai, que perdeu precocemente seu filho.

Essa é a história de Paulo Jean e de seu filho, Paulo Jean Junior, conhecido como Jeanzinho.

Jeanzinho era um menino sonhador, me contou o pai.

Mais alto que a maioria, 1 metro e 93, habilidoso e jovem promessa de goleiro.

Aos 16 anos, Jean morreu em um acidente de carro.

O menino jogava pelo sub 20 do alecrim e já tinha passagem marcada para uma peneira no Rio de Janeiro.

Três meses após a fatalidade, seu pai fundou o Projeto Goleiro.

Fui escalada para ir lá conhecer.

Ao chegar, só um sentimento tomou conta de mim: paz.

Ver aquele pai, contar sua história, abrir seu coração e encher os olhos de lágrimas na minha frente, tocou meu coração.

E é bonito sabe?

Ver o que o amor faz com a gente.

Com o Jean, faz ele mover o mundo para ver o sonho do seu filho sendo realizado pelos garotos que procuram o projeto.

Ele faz um trabalho voluntário, totalmente gratuito e atende hoje cerca de 48 jovens entre 8 e 18 anos.

Esses meninos são os novos filhos de Jean.

Que ele cuida, abraça, dá carão e ama.

Sorri com a boca e os olhos quando nos conta onde o projeto chegou.

Se orgulha a cada vez que fala que um garoto passou por ali e hoje está na base de algum time.
 
Essa poderia ter sido só mais uma matéria.

Não foi.

Foi uma matéria que atingiu meu coração.

Chorei ao ver o pai contando a história.

Chorei ao chegar em casa e ler a notícia do acidente.

Chorei lembrando que passei no local onde tudo ocorreu, naquele dia 24 de junho de 2013, sem saber quem estava ali. C

Chorei a cada linha aqui redigida.

O amor toca.

Me tocou.

E toca Jean todas as vezes que ele chega ao campo de treino, mantendo vivo o sonho daquele que ele mais amou.


Imagem: Autor Desconhecido

ABC perde e assume a lanterna da Série B...

 


O ABC chegou ao fundo do poço

Por Ícaro Carvalho

O ABC definitivamente é o lanterna da Série B.

Fato consumado após derrota na tarde de ontem, para o Internacional, no Maria Lamas Farache.

Queria poder falar que o time da casa teve volume de jogo, que tocou bem a bola e procurou os espaços do colorado, mas vou ser franco: o futebol apresentado pelo ABC hoje foi pífio, fraco, improdutivo.

O Inter veio à Natal com quatro vitórias seguidas na bagagem e com a sensação de que estava se encontrando na Série B.

O jogo foi completamente dominado pelo Internacional.

Para não ser injusto, Tatá, do ABC, perdeu boa chance de cabeça quando o jogo estava empatado.

Nitidamente superiores, os gaúchos chegavam com perigo, giravam a bola e encontravam os inúmeros espaços dados pelos alvinegros.

Eduardo Sasha abriu o placar aos 16.

Os constantes passes errados impossibilitaram o ABC de articular jogadas e sequer causar perigo à meta de Danilo Fernandes.

D’Alessandro, de pênalti, ampliou e ali já estava liquidada a fatura.

No comecinho do segundo tempo, Willian Pottker fez o terceiro dos visitantes.

E foi só.

Posso resumir o resto do jogo em toques de lado e trotes de ambas as equipes, conformadas com o resultado posto.

A situação do time de Natal é mais do que delicada.

Agora restam apenas oito jogos em casa.

Destes, três serão na Arena das Dunas.

O clube precisa de dinheiro…

Márcio Fernandes hoje até que tentou inovar, mas vê que o cenário não é animador…

Agora são oito pontos para o primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Luverdense.

Já o Inter, dorme tranquilo na segunda colocação, pois fez o seu dever de casa e caminha a passos largos para voltar à divisão que está acostumado a disputar...


Imagem: Marcelo Montenegro

Série D... Juazeirense vence o Globo por 3 a 1.

Imagem: Autor Desconhecido


O Juazeirense mostrou que não é obra do acaso ou fruto apenas do descaso do América na rodada passada, sua classificação para as semifinais da Série D...

Desta vez derrotou o Globo de Ceará-Mirim por 3 a 1, no estádio Adauto Morais, em Juazeiro.

Os gols marcados por Robert, Juninho Tardelli e Alex Sandro (pênalti), novamente deixam a equipe baiana numa condição para lá de confortável...

Na partida da próxima semana, o Juazeirense só não irá as finais da competição se perder por 2 a 0 ou mais.

O próximo encontro das duas equipes trará uma curiosidade...

O Globo, o Atlético Acriano e o Operário, não perderam, até aqui, nenhuma partida em casa, porém, o Juazeirense é o único que ainda não conheceu derrota jogando como visitante.

E aí?

Quem vai quebrar a sequência de quem?

Que careta afeia, Thibaut Courtois...

Imagem: Dylan Martinez/Reuters

Atlético Acriano, sem dinheiro, mas com muita ambição...

Imagem: Notícias do Vale/Sergio Vale


Atlético Acreano contou com frentista e entregador para subir à Série C

Por Jairo Barbosa, de Rio Branco, Acre, par a Folha de São Paulo

Atlético Acreano é um exemplo da realidade dos times pequenos do Brasil.

O clube conseguiu o acesso da quarta para a terceira divisão do futebol nacional com uma folha salarial de R$ 60 mil e jogadores que dividem o tempo de jogos e treinos com outras profissões.

O lateral Januário, por exemplo, trabalha como entregador na distribuidora da família.

Leandro, volante, é repositor em um comércio.

O atacante Jessé completa a renda como frentista.

O colega de ataque Aílton tem a carteira de trabalho assinada como atendente numa empresa de plano de saúde.

"Trabalho das 7h às 13h na empresa e venho para o treino. À noite vou para a aula. Minha jornada é de quase 20 horas por dia. Preciso completar a renda pra sustentar a família", diz Aílton, 29.

Ele os colegas de clube conseguiram um acesso inédito.

O Atlético é o primeiro clube do Acre a subir numa competição nacional.

A equipe não vencia o campeonato estadual desde 1992, e depois de um longo jejum, conquistou em 2017 o bicampeonato.

"A maioria deles tem dupla jornada. É a realidade do nosso futebol", disse o presidente Elisson Azevedo,42, ex-jogador do Atlético.

Segundo Azevedo, os dois patrocínios que o clube estampa na camisa, Unimed e Supermercado Araújo, só cobrem 40% da folha salarial.

A outra parte é quitada com ajuda de amigos e torcedores.

Na Série D do Brasileiro, o time não perdeu nenhum jogo em casa.

Tem o melhor ataque com 28 gols. Na quarta-feira (16), negociou com o Cruzeiro o atacante Careca, 22, vice artilheiro do time.

Quando o Atlético garantiu o acesso com empate por 1 a 1 com o São José-RS, a diretoria pagou R$ 200 de premiação para os jogadores.

Naquela partida, o clube arrecadou R$ 101 mil de bilheteria.

No domingo (2), o Atlético enfrenta o Operário-PR em Rio Branco (AC), no jogo de ida da semifinal da Série D.

A diretoria anunciou que vai repassar 30% da renda com bilheteria para os atletas.

Lukaku...

Imagem: Diário AS

Projeto de Lei pretende apertar a fiscalização nos estádios em São Paulo...

Imagem: Assessoria


O deputado estadual Celso Nascimento (PSC/SP) apresentou o Projeto de Lei nº 779/2017, que pretende tornar rigorosa a fiscalização nos estádios paulistas...

O PL, torna obrigatória a utilização de sistema biométrico nas entradas, além de monitoramento por imagem em todas as áreas comuns de praças esportivas com capacidade igual ou superior a 10 mil pessoas, nos dias de jogos de futebol.

Abaixo trechos do projeto:

Artigo 1º

Fica obrigatória, com base na Lei federal nº 10.671, de 15 de maio de 2003, e alterações posteriores, a utilização de sistema de identificação biométrica nas entradas e de sistema de monitoramento por imagem em toda a área de uso comum de estádios com capacidade superior a 10.000 (dez mil) pessoas, no âmbito do Estado de São Paulo, nos dias de jogos de futebol.

Artigo 2º

Por meio do sistema de identificação biométrica referido no artigo 1º desta Lei, será constituído banco de dados das pessoas que possuem histórico de violência dentro e no entorno dos estádios, bem como realizado cruzamento, em tempo real, com outros bancos de dados disponibilizados por órgãos de segurança, tais como:

I – de pessoas impedidas de comparecimento às proximidades de estádios;

II – de foragidos;

III – de mandados de prisão;

IV – de associados ou membros das torcidas organizadas; e

V – de demais bancos de dados de órgãos públicos relativos à segurança pública e do Poder Judiciário.

§ 1º – Os dados obtidos no cadastramento biométrico para efeito do previsto no caput ficarão sob responsabilidade e controle exclusivos dos órgãos públicos competentes.

§ 2º – Ficam vedados o compartilhamento e a utilização do banco de dados constituído nos termos do caput deste artigo para quaisquer outros fins que não os previstos nesta Lei.

§ 3º – Fica o Poder Executivo autorizado, através da Secretaria de Segurança Pública e demais órgãos da administração pública estadual, a celebrar convênios e parcerias com municípios, com o Poder Judiciário, com a entidade responsável pela organização da competição e, ainda, com proprietários ou responsáveis pela administração dos estádios, sempre com a participação do Ministério Público para a consecução dos objetivos desta Lei.

Artigo 3º

Fica proibida, nos estádios de futebol, a entrada de pessoas condenadas, com sentença transitada em julgada, por praticar atos de violência no interior ou no entorno desses locais, com base na Lei federal nº 10.671, de 2003, e alterações posteriores.

O texto deverá ser discutido pela Assembleia nos próximos meses e, se aprovado, deverá ainda passar por regulamentação para definição de quem bancaria todos os custos e a metodologia a ser utilizada.

Fernando Amaral FC com informações do Blog do Paulinho

sábado, agosto 19, 2017

Ai que vontade de ser um avestruz...

Imagem: Diário AS

Conhecendo o Inter nacional... O que mudou desde o último encontro com o ABC lá em Porto Alegre.

Conhecendo o Internacional

Por Gabriel Leme

O próximo adversário do ABC na segundona é o Internacional de Porto Alegre.

Como já escrevi sobre o Colorado anteriormente, irei fazer um breve resumo do que ocorreu no período posterior ao texto, para não fazer uma análise repetitiva.

O time de Guto Ferreira estava em uma fase delicada no campeonato.

Depois do empate com o Mais Querido, lá no Sul, a primeira derrota veio: contra o Paysandu.

Depois disso, 7 jogos sem perder, mas com um número excessivo de empates, que fizeram a equipe permanecer no meio da tabela.

A derrota em casa para o Boa rendeu a desconfiança da própria torcida, que antes lotava o Beira-Rio na esperança do time se recuperar da queda eminente e retornar a série A.

2 partidas depois, uma nova derrota tirou a sequência do campeão mundial de 2006.

O CRB venceu por 2 a 0.

Contudo, o futebol é uma caixinha de surpresas.

O Inter conseguiu contornar a crise e veja só: são 4 vitórias consecutivas desde a última derrota, para o Vila Nova, por 2 a 1.

10 gols feitos e apenas 1 sofrido e atual vice-líder, 3 pontos atrás do América Mineiro.

Os principais responsáveis pelo momento: torcida, a experiência de alguns veteranos e caras novas mostrando serviço.

Eduardo Sasha, Leandro Damião (de volta para o clube que o projetou) e William Pottker são os atacantes que estão estabilizando o sistema ofensivo da equipe.

No meio, D'Alessandro, Camilo (contratado recentemente junto ao Botafogo) e Edenilson, ex-Corinthians são os bons nomes do setor de criação.

Na zaga, o artilheiro Klaus, também novato e o goleiro Danilo Fernandes são nomes certos no time titular.

O novato Victor Cuesta também agrada.

O jogo vai ser difícil.

O ABC não conta com uma sequência tão positiva desde o início do campeonato.

O adversário é um dos líderes e certamente não vai querer abrir mão de uma vitória e jogar pelo empate.

Pode-se esperar um 4-3-3 e muita pressão no Frasqueirão.

Márcio Fernandes deve estar atento.

Quase...

Imagem: Diário AS

O Barcelona brasileiro se orgulha de ter revelado Diego Costa...

Imagem: El País


Sem glamour e sem dinheiro: a dura realidade do Barcelona brasileiro

Xará do gigante catalão, time que revelou Diego Costa disputa a quarta divisão de São Paulo

Por Breiller Pires para o El País

Nada de Messi, Suárez e Iniesta.

Às margens da represa Guarapiranga e das lonas de um circo, na zona sul de São Paulo, quem desfila pelo campo de grama carcomida são nomes como Liomar, Leisson, Klayver, Talono e Piscina.

Diferentemente do xará da Espanha, o Barcelona brasileiro, que disputa a quarta divisão paulista, tem elenco e estrutura bem menos glamorosos.

Cores, escudo e uniforme remetem ao Barcelona mais famoso.

Porém, garantem seus fundadores, a origem do nome nada tem a ver com o gigante catalão.

O Barcelona Esportivo Capela, que abriu as portas no início da década de 2000, é um produto genuinamente nacional.

Segundo o fundador e presidente Paulo Sérgio Moura, a inspiração para o batismo da equipe veio da própria comunidade da Vila Barcelona, na região da Capela do Socorro, onde amigos decidiram montar um time amador.

Nome criado, faltava uma identidade visual – essa, sim, assumidamente copiada da equipe espanhola.

“Pegamos carona na fama do Barcelona. Não deixa de ser uma propaganda espontânea”, explica o presidente, que chegou a jogar pelo time de veteranos do clube que fundou.

Em 2004, ano em que Lionel Messi debutava oficialmente pelo Barcelona, a agremiação paulistana fazia sua estreia como equipe profissional na última divisão do Estado, de onde jamais saiu.

Nesta temporada, o Barcelona Capela terminou a competição em penúltimo lugar, com apenas uma vitória em 14 jogos.

Sofreu 35 gols.

Mas engana-se quem pensa que os seguidos tropeços em campo decepcionam a diretoria.

“Resultado é o de menos”, afirma Moura.

“Lutamos pela sobrevivência e para tentar realizar o sonho dos nossos garotos. Somos um clube formador. Não temos ambição de subir de divisão, mas sim de revelar atletas.”

A média de idade do elenco principal gira em torno de 19 anos.

Boa parte dos atletas é recrutada nas próprias categorias de base.

Do sub-15 ao profissional, o Barcelona Capela mantém 200 jogadores.

A maioria deles não recebe salário, apenas alimentação oferecida pelo clube com a ajuda de parceiros que doam mantimentos.

Na sede de Guarapiranga, o clube realiza trabalhos sociais com adolescentes da região e também repassa parte da comida preparada em suas dependências a famílias carentes.

O maior patrimônio do Barcelona genérico é um ônibus Mercedes Benz 1989, que serve para transportar atletas aos treinos e jogos.


Recursos financeiros são escassos, assim como a torcida, que praticamente se restringe aos familiares de jogadores e comissão técnica.

O público médio na quarta divisão deste ano foi de 144 torcedores.

Registrou sua maior renda jogando em casa na partida de estreia contra o não menos modesto Elosport, em abril, quando 344 pessoas presenciaram a derrota por 8 x 0.

O clube arrecadou 1.995 reais na bilheteria.

No entanto, como não possui dependências com pelo menos 5.000 lugares – exigência da Federação Paulista de Futebol (FPF) para disputar o campeonato –, o Barcelona tem de alugar estádio e amarga um prejuízo médio de 10.000 reais por partida com as despesas.

Em um eventual acesso à terceira divisão, a equipe precisaria de um estádio ainda maior, com capacidade para 6.000 torcedores.

“Por isso o clube até hoje não subiu de patamar”, argumenta o presidente.

“Temos pouco mais de 100 torcedores, mas somos obrigados a jogar num estádio de 5.000 lugares. São muitas exigências, que acabam atrapalhando nosso trabalho.”

A dificuldade em atender tais exigências já culminou em episódios insólitos ao longo da curta história do Barcelona.

Em 2015, o time perdeu uma partida por W.O. depois de o médico decidir não viajar com a equipe.

Ele reivindicava remuneração extra para percorrer um trajeto de mais de 400 quilômetros até o estádio do adversário – pelo regulamento da FPF, todos os clubes que participam de competições oficiais em São Paulo devem contar com um médico em sua delegação.

Naquele ano, o Barcelona ficou em último lugar de seu grupo.

Em busca do “novo Diego Costa”

Para manter o clube na ativa, o Barcelona Capela precisa desembolsar cerca de 600.000 reais por ano – o equivalente ao salário mensal de um jogador top do futebol brasileiro.

A venda de atletas é a principal fonte de receitas da equipe paulistana, que já viu brotar nomes como Renato Abreu, ex-Flamengo, e o lateral Pará, que atualmente joga pelo rubro-negro carioca.

Mas a principal revelação garimpada nas canteras do clube é o atacante Diego Costa, naturalizado espanhol em 2013.

“Por ironia do destino, descobrimos um jogador que se tornaria o carrasco do Barcelona na Espanha”, diz Paulo Sérgio Moura, em referência ao sucesso de Diego Costa no Atlético de Madri.

O atacante chegou ao time da Capela do Socorro aos 16 anos para disputar a Copa Rio sub-17.

Logo no primeiro torneio, foi artilheiro da equipe e fez os olhos do técnico Roderlei Pachani brilharem.

“Já dava para ver que ele era um jogador diferente. Muito forte fisicamente, sempre teve um estilo ‘brigador’, no bom sentido. Mesmo quando jogava contra adultos, o Diego sobressaia”, conta seu primeiro treinador.

Devido ao mecanismo de solidariedade da FIFA, que obriga as equipes a pagarem um percentual dos valores de transferência ao clube formador, a venda de Diego Costa ao Chelsea, em 2014, ajudou a revigorar o Barcelona, que ficou seis anos afastado de competições profissionais por falta de recursos.

A transação rendeu 70.000 euros (300.000 reais) aos cofres do time.

“O dinheiro do Diego Costa nos ajudou, claro, só que não bancou nem metade do nosso orçamento anual. Não foi uma fortuna, como muitos imaginaram”, afirma Moura.


Mas o legado de Diego Costa ao Barcelona se sobrepôs ao campo e às finanças.

Graças à fama de ter revelado um goleador para o futebol europeu, o clube conseguiu firmar parceria com o empresário Jorge Mendes, agente de Cristiano Ronaldo, que tem ajudado a emplacar as revelações do time paulistano em Portugal.

Uma delas é o atacante Igor Rocha, 21, que jogou pelo Barcelona no ano passado e hoje defende o Benfica.

Todavia, Diego Costa segue sendo a inspiração para os jogadores do atual elenco.

Assim como o artilheiro natural de Lagarto, em Sergipe, o atacante Ícaro, 18, deixou a família em Salvador para tentar a sorte no futebol de São Paulo.

“Tenho saudade de casa, mas, se o Diego, que também veio do Nordeste, conseguiu, eu também posso me dar bem aqui”, diz o garoto. Seu companheiro de time, o volante Alê, 19, é outro que se espelha na trajetória de Diego Costa. E vai além. “Todos sonham jogar no verdadeiro Barcelona. Não sou diferente. O Barcelona Capela pode ser o nosso trampolim.”

Ao contrário do Barcelona, o time paulistano não se notabiliza pelos dribles do trio MSN ou a posse de bola, mas essa é uma missão que o gerente de futebol Écio Pasca, que acumula experiência de cinco décadas no circuito da bola, pretende cumprir.

Descendente de espanhóis, ele foi chamado para arquitetar um estilo de jogo baseado no lendário tiki-taka catalão.

A utopia no clube é poder estreitar os laços com o legítimo Barcelona.

“Ainda buscamos uma identidade em campo”, diz Pasca.

“Queremos um time que jogue de forma ofensiva e vistosa. Quem sabe um dia o Barcelona não possa nos proporcionar um intercâmbio ou até mesmo nos credenciar como uma filial no Brasil? Seria uma realização e tanto.”

Resiliente a goleadas e contratempos, o Barcelona brasileiro prova – de um jeito bem peculiar – que também é “mais que um clube”.

Separados pelas cifras

FC Barcelona
150.000 sócios
75.000 (média de público)
96.290 (maior público em 2017)
2,5 bilhões (orçamento anual)
180 reais (ingresso mais barato)

Barcelona Capela
100 sócios
144 torcedores (média de público)
337 (maior público em 2017)
600.000 reais (orçamento anual)
5 reais (ingresso mais barato)